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Homenagem Póstuma a José de Oliveira Campos,
o Zé Campos como o conhecíamos.
Nasceu em 16/10/1943 e faleceu em 17/02/09, aos 65 anos de idade.
J. Apolônio
Paraty-RJ - 2009Conheci o Zé Campos, desde o tempo de criança, quando jogávamos futebol nos campinhos de pelada.
Logo o Zé encontrou no gol a sua posição, espelhando-se no seu ídolo daquela época, o Barbosa, grande goleiro da Seleção Brasileira e do Vasco da Gama, time de seu coração. Outro goleiro que marcou na admiração do Zé foi o Gilmar, também da Seleção Brasileira, campeã mundial em 1958, na Suécia.
Não havia como deixar de prestigiar aquela posição de goleiro. Assim, jogávamos nossa pelada e lá estava o Zé como goleiro de um dos times, arrumados ali mesmo no campinho. Dada a saída, a bola rolando e toda a criançada correndo atrás dela. Não havia posicionamento da gurizada, todos queriam apenas chutar a bola ao gol.
No fim da década de 50, apareceu em nossa cidade o Valdemar Domiciano, bom conhecedor de futebol, orientou e disciplinou a garotada no posicionamento em campo, chutes e cabeçadas a gol, condução da bola, na colocação da defesa e, como não poderia de ser, a do goleiro, que muito foi útil ao Zé, onde foi grande destaque nos clubes por onde passou.
Em 1961, organizou-se o campeonato Paratyense de futebol, com clubes como o Pontal, Chácara, Jabaquara, Boa Vista, Olaria, Selvamar e o PAC, que não possuía atletas para a sua formação, mas com a ajuda do Valdemar, tendo como base o seu infantil e completado com alguns jogadores mais experientes, o Paratyense Atlético Clube pôde participar daquele campeonato.
O PAC ficou naquele campeonato em 3.º lugar, atrás do Pontal e do Chácara, mas obteve prêmios pela defesa menos vazada, com o Zé Campos em destaque. Também tivemos o Paulinho como artilheiro, bem como o clube que mais gols fêz durante o torneio.
O Zé Campos teve dois irmãos, Levi e Pedrinho, que espelhando-se nele foram também grandes goleiros pelos clubes que passaram.
Zé namorou a jovem Maria Inês Gibrail Costa, com quem veio a se casar, formando uma família com as filhas Patrícia e Paula e as netas Fernanda e Joana. O Zé sempre primou como marido, pai e avô amoroso, aposentou-se como eletricista, mas ajudava a esposa na loja "Casa Costa" e a filha Patrícia na lanchonete ''Beija-flor'', que todo mundo ainda se lembra com saudades.
Quis o destino levar sua filha Paula, ainda na plenitude da sua juventude, onde alçava seus passos na profissão escolhida, como o grande baque na vida da família.
Mas também o destino trouxe motivos de alegrias àquela família, quando sua neta Fernanda - a "Nanda Costa", apareceu na mídia como estrela de teatro, televisão e cinema. Deixou todos orgulhosos com sua apresentação na novela da Globo, intitulada ''Cobras & Lagartos''.
Também orgulhosos, exultaram, como todos em Paraty, com a Fernanda representando Dolores Duran, no filme que a Globo levara ao ar sobre a vida da cantora dos anos 40 e 50.
Mas, ainda quis o destino levar o Zé Campos do seio de sua família e amigos, indo ao encontro de sua filha Paula.
Como alguém disse que aqueles que vão na frente estão preparando o caminho para a espera dos entes queridos que um dia também seguirão, cabe a nós a conformação.
Ao Zé, onde estiver, a admiração e a saudade de seus familiares e dos amigos que aqui ficaram.
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