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Atos e fatos do cotidiano
J. Apolônio
Paraty-RJ - 2008
No encontro com um amigo, num dedinho de prosa, ele me contou que teve uma namorada ou, como os jovens dizem, uma "ficante", que entre tapas e beijos, idas e vindas, teve uma triste experiência com essa mulher. Presenciou muitas humilhações, agressividades físicas, morais e materiais.
Após uma pausa, ele continuou narrando uma nova experiência que o deixou aturdido, sem compreender a natureza humana. Estava ele num supermercado, quando observou uma mulher negra examinando um saquinho de uvas e depois do exame, jogava-o sobre os demais saquinhos da mesma fruta, gesto esse que se repetiu por várias vezes.
Tempo depois, estava ele numa quintanda e observou também que uma mulher branca cometia o mesmo desatino, após examinar as mangas, jogava-as sobre as outras.
Nos dois casos, não havia ninguém para chamar a atenção daquelas irresponsáveis.
Ele, então, disse-me: tenho saudade dos tempos idos, quando o velho chefe de família recebia em sua casa o pretendente à mão de sua filha e dizia todo orgulhoso: minha filha é uma moça prendada, aprendeu com sua mãe, minha esposa, todos os afazeres de uma dona de casa: costura, borda, faz crochê, cozinha boas e gostosas comidas, além de ajudar na criação e formação do caráter dos seus irmãozinhos.
Pensando nas palavras do amigo, cheguei à conclusão que as mulheres que tanto almejaram os mesmos direitos dos homens, acabaram ficando também com todos os seus defeitos, quiçá, superando-os.
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